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Posts Tagged ‘Matérias’

Por Danilo Ferreira Lima

Em meio ao calor do jogo, em meio à multidão, aos gritos e vibrações eis que surge um personagem cômico: Sr. Luiz Henrique. Mora em São Paulo, aposentado, trabalhou durante vinte e um anos na White Martins (empresa fornecedora de oxigênio para hospitais), vem para Osasco todos os dias para assistir aos treinos e jogos do Finasa/Osasco. Há seis anos ele acompanha o time. E há oito acompanha o Corinthians (devido ao fato de seus filhos jogarem lá: Felipe, levantador e Poliana, ponteira). “Eu moro em São Paulo, e para vir pra cá preciso pegar dois metrôs e dois trens (todos os dias), e ainda deixo minha bicicleta em algum poste da Barra Funda”, comenta. Perguntamos se não tinha medo de deixar sua bicicleta em “algum poste na Barra Funda”. Sr. Luiz nos respondeu: “Não, eu não tenho medo. Em oito anos somente uma bicicleta minha foi roubada, uma em oito anos! Está bom não está? Isso foi na vez em que eu deixei a bicicleta lá por três dias. Quando eu voltei para pegá-la de volta, outras duas estavam lá, mas a minha tinha sumido!”.
Descobrimos que nosso “herói cômico” é caridoso. Ele nos contou que em todos os Natais, compra 25 exemplares do livro “Escolhas e Caminhos” e dá de presente à pessoas carentes, ou que precisam de alguma ajuda.
Durante o jogo ele nos chamou a atenção porque ficava gritando para o time: “Puxa a bola, vai!”, “Vamos pegar essa bola!”, “Cuidado com a rua!”. Foi quando perguntamos a ele se o técnico não deveria dar o mesmo incentivo às garotas como ele estava fazendo. “Não, eu tenho essa liberdade para ‘gritar’ assim, porque é algo mais informal. Agora com o técnico, isso ficaria feio para a posição dele, mas mesmo ele não podendo gritar nem nada, ainda sim ele dá seu incentivo às garotas. Eu não o acho um mal técnico. Aliás, na minha opinião, ele é um dos técnicos mais participativos que eu já vi”.
Vemos aqui, então, que por trás de “um homem que grita como louco na arquibancada” está um senhor de boa índole, que ajuda os necessitados e é fã número 1 do Finasa/Osasco.
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Para-Pente

Por Danilo Ferreira Lima

É o esporte perfeito para quem quer conciliar adrenalina e tranqüilidade. Ele pode ser considerado um híbrido entre a Asa Delta e o Pára-quedas. Diferenciando-se somente no vôo dinâmico.O para-pente iniciou-se com David Brush, para-quedista e engenheiro em aerodinâmica norte-americano. Em 1965, criou uma nova espécie de pára-quedas. David decolou até o monte Hunter, nos Estados Unidos para realizar alguns ajustes. Após o vôo lançou um manual sobre o paragliding (para-pente em inglês), que já mostrava a nova atividade como uma alternativa ao vôo livre.Dentro do para-pente temos duas modalidades: o Cross Country e a Acrobacia. O cross country é a mais popular modalidade do para-pente, cujo objetivo é voar a maior distância no menor prazo de tempo. Nos campeonatos, os juízes definem um trajeto a ser percorrido pelos competidores, os quais devem usar um sistema GPS para seguir a trilha definida. Já a Acrobacia, como o próprio nome indica, é a modalidade na qual o praticante deve fazer acrobacias durante o vôo. Porém há ainda uma terceira opção para os praticantes de para-pente: o vôo livre. A melhor escolha para quem quer uma “adrenalina tranqüila”.

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Tropa de Elite

por Danilo Ferreira Lima


Essa obra retrata a realidade terrível da cidade do Rio de Janeiro e conta a história do Capitão Nascimento, chefe da equipe Alfa do B.O.P.E (Batalhão de Operações Policiais Especiais), responsável pela tranqüilidade do Papa em sua visita ao Rio e que procura um substituto ao saber do nascimento do filho.

O filme é extremamente realista em todos os detalhes no aspecto de policiais corruptos que recebem o “arrego” (dinheiro em troca de “proteção”) dos estabelecimentos; no aspecto dos métodos que o B.O.P.E usa para conseguir informações: eles torturam pessoas do modo que eles acham necessário, inclusive com o “saco”, método no qual eles colocam um saco plástico na cabeça do suspeito, ou informante. Há também o curso do B.O.P.E, no qual alguns policiais corruptos eram chamados para que fossem humilhados na frente de outros oficiais. Entretanto chamavam alguns honestos, porque dali só saíam os melhores.

Na exibição do filme para a turma do CEI I, a aluna Tatiane Torres, não se sentiu bem ao ver algumas cenas nas quais militares são mortos, pois seu pai era militar. Em uma entrevista à nossa turma ela contou sobre seu pai: “Ele era um pai muito rígido, com muitas regras, mas também era brincalhão quando podia, mas apesar disso nunca falava do trabalho em casa”, disse ela. Perguntamos a ela como seu pai morreu, ela respondeu: “Disseram que ele se matou”. Mas ela não acredita nisso, porque ele não atirava com a mão esquerda e, de acordo com a investigação, ele usou as duas mãos para atirar, o exame de pólvora comprovou isso: “Foram encontrados resíduos de pólvora nas duas mãos, sendo assim, como ele pôde atirar com as duas mãos se só o fazia com a direita?”. Para ela, isso foi armação, uma morte forjada. E em sua lista de suspeitos até a Polícia está incluída. Tatiane disse: “O único policial que eu respeitei na minha vida foi meu pai”. Apesar de ter passado por isso tudo, Tatiane até pensa em ingressar na carreira militar, porém na Aeronáutica ou Marinha.

Durante a exibição para a turma do CEI II, nosso professor, Alexandre Nadai, ligou para um dos atores: Togum, que representa Tião, o responsável pela oficina da polícia. Togum nos contou sobre a situação na qual roubaram as armas do set de filmagem. Ele comentou, também, sobre o fato de o filme ter sido liberado na internet antes mesmo de ter sido lançado nos cinemas brasileiros. Disse que é contra a pirataria, e que o problema dos produtos originais aqui no Brasil são os impostos, porque quando o produto entra no país, entra a preço de banana, e chega às lojas com um preço muito alto. Isso ocorre devido à taxa de importação, taxa de cobrança do governo, da loja e muitos outros fatores.

Muitos podem achar o filme extremamente violento, mas lembrem-se que essa é a realidade das ruas e favelas do Rio de Janeiro.

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